02/05/2011

Pessoas matam. Games não!

Após vários acontecimentos trágicos envolvendo jovens e jogos de vídeo games no mundo a polemica chegou ao Brasil. Todos os brasileiros estão revoltados com a “tragédia de Realengo” inclusive os “gamer’s” e certamente depois de tais atos não demoraria muito para a imprensa fazer mais uma das suas alfinetadas ao publico dos jogos eletrônicos. Em uma das edições anteriores do Jornal da Record um dos repórteres fazia uma comparação entre o ato feito pelo o assassino de Realengo e alguns jogos eletrônicos, ele dizia que na casa de Wellington foram encontradas algumas edições do jogo mais polemico da Rockstar games: Grand Theft Auto o vulgo GTA. 
Não demorou muito para a mídia cair de boca no trombone de novo, batendo sempre na mesma tecla: “Os jogos são os culpados dessa violência dos dias atuais”. Jornalistas estes que são completamente despreparados para lidar com a grande massa do publico, alguns deles não sabem o quão séria é essa afirmação e as conseqüência que elas podem proporcionar nas vidas de alguns brasileiros que não se envolvem com isso, mas acabam prejudicados.
Todo e qualquer entretenimento que chama a atenção é duramente criticado pela mídia, talvez seja pelo fato da mídia atual ser muito conservadora dos bons costumes, ou de repente é só para por a culpa em alguém ou alguma coisa, o certo é que ninguém sabe o porquê da mídia ser tão apelativa e tão radical contra os jogos eletrônicos. Os games são como qualquer filme exibido em seus televisores só que eles têm o diferencial de serem totalmente interativos, e isso parece assustar os jornalistas de hoje em dia.
Jogos violentos existem, mas eles são catalogados pelo sistema etária, de acordo com a norma de todos os pais no qual ele é comercializado, pode parecer meio obvio, mas para variar essa norma não é cumprida com vigor aqui no Brasil. Isso contribui para o caos silencioso que está acontecendo no Brasil atualmente, ninguém liga para os jogos, a pirataria aumenta, ficamos sem opção de um comercio justo e os jogos entram na clandestinidade.
Infelizmente a mídia ainda passa a imagem de infantilidade, peço que repare nessa divergência de opinião da mídia com a própria mídia, algo que mostra o total despreparo dessas pessoas que trabalham nessas áreas, a idéia de “coisa para criança” ainda circula pelos ares, algo que realmente deixar os gamer’s muito tristes porque não é assim que funciona a classificação: “como Dead Space pode ser considerado jogo para crianças?” um dos maiores paradoxos do mundo da imprensa.
Ainda bem que esse pensamento antiquado está parando aos poucos, mesmo que a impressa escrita continue sem perceber isso. É fácil perceber que algo está mudando na impressa online, mas infelizmente ainda e muito pouco para satisfazer toda a ambição do “publico gamer”, mas já é um começo. É realmente lastimável ver erros grosseiros em matérias escritas por jornalistas que mereciam voltar para o fundamental, e o pior é que para lermos isto ainda precisamos pagar por revistas de qualidade duvidosas. Pessoas erram, pessoas têm problemas pessoais, portanto acho que não devemos fazer analogias precipitadas sobre o caso de Realengo, se esse rapaz que cometeu essa barbaridade é, ou foi viciado em jogos eletrônicos não significa que ele planejou tudo isso porque o “jogo mandou”, e sim, pois ele era um rapaz que deve ter sofrido muito e vivido muito tempo com vários problemas pessoais. 
Créditos: Guilherme JPM
Postado por: Nayhara Carvalho

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