04/06/2011

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, suspendeu no início da noite desta quarta-feira a decisão da Comissão de Agricultura de convocar o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

De acordo com Maia, a suspensão vale até terça-feira, para que ele possa verificar os vídeos e as notas taquigráficas da sessão, além de ouvir os deputados presentes, para tomar uma decisão final sobre o caso.
VOTE: Palocci deve explicações à sociedade sobre a evolução patrimonial?
ARTICULAÇÃO: Dilma almoça com senadores do PMDB, mas não fala sobre Palocci
Os governistas acusam a oposição de golpe, por não ter ouvido os deputados presentes na comissão e decidido convocar o ministro à revelia. O deputado ACM Neto questionou a decisão do presidente da Casa e argumentou que não há previsão regimental que permita suspender a decisão da Comissão. ACM Neto disse também que a oposição não vai recorrer ao Supremo e entende a decisão de Marco Maia de analisar todos os dados até a próxima semana.
Vaccarezza diz que Palocci não vai prestar esclarecimentos
Na tarde desta quarta-feira, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, não irá prestar esclarecimentos à comissão de Agricultura da Câmara. Mais cedo, a comissão aprovou a convocação do ministro para explicar a sua evolução patrimonial. Vaccarezza classificou o ato como golpe da oposição e negou que a base tenha se equivocado e permitido que a oposição ganhasse a votação. Vaccarezza disse que ele mesmo informou Palocci do que ocorreu na comissão e que a reação do ministro foi a de classificar o ato como um golpe, que não será validado.

Vaccarezza diz que Palocci não irá a comissão. Foto: Aílton de Freitas



- Não foi manobra regimental, foi um golpe, o que não é bom para o Parlamento. Nenhum golpe dá certo. Toda a vez que o regimento não é respeitado, não vale. A base não cochilou, não. Os deputados estavam indignados. O Palocci considera o mesmo que eu: quando se perde, é uma coisa. Não foi o caso. Golpe, tem como refazer. Ele não irá a esta comissão - disse Vaccarezza.
Os governistas chegaram a anunciar que iriam levantar questão de ordem em plenário, solicitando que o presidente Marco Maia (PT-RS) reveja a decisão tomada pelo presidente da comissão de Agricultura, Lira Maia (DEM-PA). Eles argumentam que a decisão foi tomada à revelia, e que Lira não deu tempo para os deputados se manifestarem claramente.
Maia diz que é preciso aguardar manifestação do procurador
À tarde, Marco Maia disse que o ministro Antonio Palocci (PT-RS) deve dar explicações sobre sua evolução patrimonial e o trabalho de consultoria da empresa Projeto, mas que na Câmara, o debate é político. Segundo Maia, Palocci já está dando explicações á Procuradoria Geral da República e é preciso aguardar a manifestação do procurador. Maia comentou que tem recebido e-mails de pessoas expressando opiniões diversas sobre este tema, alguns a favor da ida de Palocci no Congresso, outros contrários e cobrando o debate sobre outros temas de interesse para o país.
- Eu acho que o ministro Palocci tem que se explicar. Mas também acho que ele está fazendo isso na Procuradoria. Acho que temos que aguardar a manifestação do procurador para não transformar isso em uma disputa entre governo e oposição. É preciso que a procuradoria se posicione e tome a decisão de investigar ou não. Aqui na Câmara, o debate é político - disse Maia.
Mais cedo, o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, também acusou a oposição, em especial o DEM, de aplicar um golpe no Regimento Interno da Câmara ao convocar Palocci.
- Foi um golpe e não aceitamos - disse Luiz Sérgio. - O presidente da Comissão agiu de forma antirregimental. A base vai recorrer. Ele não podia ter colocado em votação e já declarar o resultado - criticou o ministro.
Feito por: Murilo Cavalcanti
Postado por: Nayhara Carvalho

Emissões batem recorde em 2010 e ameaçam meta de combate a aquecimento

As emissões internacionais de gases responsáveis pelo efeito estufa bateram um recorde histórico no ano passado, colocando em dúvida o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global em menos de 2 graus, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Segundo a agência, as emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, cresceram 5% no ano passado em relação ao recorde anterior, em 2008. Em 2009, as emissões haviam caído graças à crise financeira global, que reduziu a atividade econômica internacional.
A agência estimou ainda que 80% das emissões projetadas para 2020 no setor de energia já estão comprometidas, por virem de usinas elétricas atualmente instaladas ou em construção.
"O significativo aumento das emissões de CO2 e o comprometimento das emissões futuras por conta de investimentos de infraestrutura representam um grave revés para nossas esperanças de limitar o aumento global da temperatura para não mais de 2 graus Celsius", afirmou Faith Birol, economista-chefe da AIE e responsável pelo relatório anual da entidade World Energy Outlook.
Limite
A meta de limitar o aumento global das temperaturas médias em 2 graus foi estabelecida durante a conferência da ONU sobre mudanças climáticas realizada no ano passado em Cancún. O limite foi estabelecido de acordo com um relatório técnico que indicava que se a temperatura global aumentar mais que 2 graus as consequências podem ser irreversíveis e devastadoras.
Segundo os cálculos da AIE, a quantidade de CO2 emitida no mundo atingiu 30,6 gigatoneladas no ano passado, um aumento de 1,6 gigatoneladas em relação ao ano anterior. A AIE estimou que para limitar o aquecimento dentro dos limites aceitáveis, as emissões globais não devem ultrapassar as 32 gigatoneladas até 2020.
Se o crescimento das emissões neste ano igualar o do ano passado, esse limite já terá sido ultrapassado, nove anos antes do prazo.
"O mundo chegou incrivelmente perto do limite de emissões que não deveriam ser alcançadas até 2020 para a meta de 2 graus ser atingida. Dada a redução do espaço para manobras até 2020, ao menos que decisões fortes e decisivas sejam tomadas logo, será extremamente difícil conseguir alcançar a meta global acertada em Cancún", diz Birol.
Segundo a AIE, os países considerados desenvolvidos foram responsáveis por 40% das emissões totais em 2010, mas responderam por apenas 25% do crescimento global das emissões.
Países em desenvolvimento, principalmente China e Índia, registraram um aumento muito maior de suas emissões, acompanhando seu crescimento econômico acelerado.
Quando consideradas as emissões per capita, porém, os países desenvolvidos tiveram uma emissão média de 10 toneladas por pessoa, enquanto na China foram 5,8 toneladas per capita e, na Índia, 1,5 toneladas.
Comentário:
A situação ambiental tanto no Brasil como no mundo é preocupante , com a sociedade de consumo aumentando cada vez mais graças ao aumento da urbanização e industrialização, se os governos não tomarem medidas: como fontes alternativas de energia, o legado para as próximas gerações será preocupante. 
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho