23/04/2011

A HISTÓRIA DO CHOCOLATE


Apreciado por uns, detestado por outros! Nem sempre o chocolate causou a famosa salivação na cavidade bucal que acomete a maioria das pessoas do nosso tempo. Trocando em miúdos: sentir água na boca por causa do chocolate pode ser considerado um fenômeno relativamente recente se comparado aos seus primeiros registros na história da humanidade, que datam de aproximadamente 1.500 anos a.C.
A princípio, agradeça à América Central, e aos povos habitantes dessa região, a existência de tão apreciada iguaria. Ao que tudo indica, os Olmecas, habitantes do Golfo do México, foram os pioneiros nesta cultura alimentar, seguidos de outros povos da região como os Astecas, Maias e Toltecas. Para essas incríveis civilizações, o chocolate obedecia a duas funções sociais básicas: a ritualística e a de moeda de troca. Explica-se! Os sacerdotes, membros das mais altas hierarquias sociais desses povos, utilizavam-no em rituais religiosos. Produziam um líquido escurecido que na língua asteca significava xococ "amargo" e atl "água" (xococatl), daí o nome “chocolate”. Não se sabe ainda em que ritos religiosos específicos eram usados. Além disso, nessa região, dinheiro nascia literalmente em árvore, uma vez que as sementes do cacau valiam, como moeda, para a compra e venda de produtos alimentares, comércio de escravos e como fontes de pagamento de tributos devidos ao imperador.
Oficialmente, foi o navegador genovês Cristóvão Colombo, a serviço do governo espanhol (sua origem é controversa, mas isso é outra história), quem introduziu a “bebida dos deuses” (com toda a licença da palavra e no sentido que você entender) no Velho Mundo, mais conhecido como continente europeu. Foi na sua quarta viagem à América, em 1502, que Colombo entrou em contato com um fruto de cor marrom nunca antes por ele visto. No entanto, o monarca espanhol Fernando II não devotou a devida atenção ao fruto, uma vez que sua intenção na América era pautada pelos princípios mercantilistas, o que direcionava suas ações à busca de metais preciosos e à ocupação de novas terras.
Assim, o crédito pelo começo da difusão do chocolate na Europa coube ao navegador espanhol Hernando Cortez, que ao entrar em contato com o imperador asteca Montezuma, foi “agraciado” com a bebida. Na visão dos historiadores, esse ato é extremamente simbólico. Ser recebido pelo imperador com uma reunião regada a chocolate era, no mínimo, altamente honroso. Estudiosos acreditam que Montezuma pensava tratar-se de Quetzalcoatl (serpente emplumada), o grande Deus que um dia desceria à Terra. Mais tarde, Montezuma seria preso e perseguido por Cortez para viabilizar a conquista espanhola.
Assim que chegou à Europa, aquele líquido escuro não gozou de popularidade, por dois fatores: era amargo e consumido somente pelos membros das mais altas hierarquias daquela sociedade de Tipo Antigo. Assim, sua difusão não se processou de imediato.
O Brasil possui sua parcela de contribuição para uma maior aceitação do fruto. Com a participação holandesa nos engenhos de cana do nordeste brasileiro, no século XVII, o açúcar, que já era conhecido na Europa, inunda o comércio do Velho Continente, facilitando sua adição às bebidas ditas amargas ou sem sabor. Não se sabe exatamente o período em que o chocolate conheceu o seu mais nobre aliado, o açúcar. Mas, credita-se a esse fato o início da boa aceitação da bebida.
No século XVIII, com a primeira Revolução Industrial na Inglaterra, o chocolate ganha o seu formato mais próximo aos dos dias atuais. É aqui que o produto volta ao Novo Continente, com a instalação da primeira fábrica de chocolate na colônia inglesa, chamada Nova Inglaterra, o que, mais tarde, virá a ser os Estados Unidos da América. Nota-se, nesse momento, que a iguaria, entendida como alimento, e até mesmo como remédio de uma doença da época (conhecida como debilidade orgânica), deixa esses conceitos para cair no gosto do público na categoria de guloseima.
Assim, o tão famoso e apreciado chocolate nem sempre foi tão famoso e tão consumido assim. Esse processo demandou tempo, por conta das transformações técnicas, mas também da própria concepção cultural do uso da bebida. Para uns foi moeda e bebida religiosa, para outros, alimento, remédio e guloseima. Esses são aspectos que variam no tempo e no espaço. Ainda hoje, a forma como produzimos e usamos o chocolate possui um sentido e você faz parte dele. Pense nisso!

Professor Felipe Vieira (História).

Postado por: Nayhara

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Postado por: Aline Teixeira