Prevenção da obesidade
A prevenção da obesidade é relativamente simples e consiste em equilibrar a ingestão calórica com o dispêndio energético. Se um indivíduo ingerir 3.000 Kcal/dia e gastar 3.000 Kcal/dia (incluindo o metabolismo basal) este manterá seu peso corporal. Se o indivíduo ingerir 3.000 Kcal/dia, mas apenas gasta 2.000 certamente engordará e se o indivíduo ingere 3.000 Kcal dia e gasta 4.000 emagrecerá.
O gasto energético é o resultado do metabolismo energético de repouso, o efeito térmico dos alimentos e da atividade muscular. O metabolismo energético de repouso é aproximadamente 1 Kcal por hora por quilograma de peso corporal. Contudo, é menor em indivíduos com altas quantidades de gordura corporal, pois o tecido adiposo possui menor atividade metabólica do que o tecido magro. A assimilação e a absorção dos alimentos é um processo energético dependente conhecido como efeito térmico dos alimentos, e representa de 5 a 10% das calorias consumidas. A mais variável fonte de consumo energético é a atividade muscular. Indivíduos sedentários podem não gastar mais do que 200 a 300 Kcal por dia nas atividades da vida diária, por outro lado, indivíduos engajados em programas de exercício estruturado podem consumir várias centenas e até milhares de Kcal por dia. Competidores do ciclismo podem necessitar consumir de 6.000 a 8.000 Kcal por dia para manter o balanço energético (Swain e Leutholtz, 2002).
Quando um indivíduo já é obeso o problema é mais complicado e precisa passar por um programa de exercícios adequados associados com dieta.
Se o indivíduo for exageradamente obeso (obesidade mórbida) provavelmente precisará de tratamento medicamentoso, cirúrgico, psicológico ou uma mistura destes.
Prescrição de exercicío para a perda de gordura
A estratégia para a prescrição de exercícios físicos requer o conhecimento dos efeitos da duração, intensidade, massa muscular envolvida, além da composição corporal e do gasto energético provocado pelos exercícios que estão sendo propostos. Ainda é muito importante a associação de exercícios com dieta adequadamente orientada.
O gasto calórico durante as atividades físicas varia com a dosagem (intensidade e duração) do esforço e do peso do indivíduo, entre outros fatores. Pessoas mais pesadas gastam mais calorias do que as pessoas leves para realizar um mesmo trabalho que envolva deslocamento corporal. A recomendação atual para o controle do peso corporal é de três sessões por semana que represente pelo menos 1000 Kcal/semana com atividades moderadas. Isto pode ser conseguido, por exemplo, com 6 ou 7 caminhadas de 30 minutos durante a semana. O ideal é que um adulto jovem acumule um gasto semanal em atividades físicas de moderada intensidade da ordem de 2000 Kcal/semana, podendo chegar até 3500 kcal/semana. A partir deste ponto os ricos de lesão são maiores do que os benefícios (Nahas, 2001; CPAFLA, 1998; ACSM, 2000).
Na montagem da prescrição de exercício para o controle da gordura corporal, sempre se deve considerar as quatro variáveis básicas dos exercícios aeróbios: freqüência, intensidade, duração e tipo. Uma vez que se cliente tenha ingressado num programa regular de exercícios aeróbios, pode-se adicionar ao programa levantamento com pesos. Contudo, o foco inicial deve ser o incremento do volume do exercício e do gasto calórico, que pode ser mais bem conseguido pela realização de exercício aeróbio. O treino de resistência pode resultar num pequeno incremento da massa corporal magra, o que aumentará o gasto energético pelo incremento do metabolismo de repouso, mas seu efeito é comparativamente pequeno (Swain e Leutholtz, 2002).
De acordo com os autores anteriormente citados, uma importante consideração na prescrição de exercício é reconhecer que somente o gasto energético exclusivo do exercício pode ser considerado para efeitos de perda de gordura. O gasto energético exclusivo do exercício é aquele conseguido pelo exercício propriamente dito, de maneira que o gasto energético absoluto é o valor exclusivo mais a quantidade associada com o repouso. O gasto calórico de repouso não deve ser contado para efeitos de perda de gordura, pois o cliente queimaria o mesmo número de gorduras mesmo que não estivesse se exercitando.
O exercício é importante para conseguir o balanço calórico negativo apropriado. Contudo, indivíduos sedentários não são capazes de realizar exercícios em altos níveis de gasto energético, e por isso necessitam acumular um grande período de atividade durante a semana para efetivamente perder gordura corporal. Por exemplo, caminhar a 5,5 Km/h queima somente 3,3 Kcal por minuto acima do gasto dos valores de repouso num indivíduo de 70 Kg (um indivíduo mais pesado gastará mais proporcionalmente). Se o mesmo indivíduo corre-se a 11 km/h ele queimaria calorias 4 vezes mais rápido. Para cada quilometro percorrido, pelo corredor, comparado com quem caminha e vence a mesma distância o quádruplo de energia é gasto por unidade de tempo. Um erro comum é assumir que a caminhada e a corrida queimam o mesmo número de calorias por quilometro. Isso se refere ao número absoluto de calorias, incluindo aquelas relacionadas com o metabolismo de repouso. Desde que caminhar toma mais tempo para percorrer um quilometro, queima mais calorias associadas com o componente de repouso do que os corredores, resultando num total similar por quilometro. Para efeitos de perda de peso, contudo, somente as calorias exclusivas devem ser consideradas. A figura 1 ilustra, como a caminhada pode demandar um pouco mais do que uma hora de exercício 7 dias por semana para perder aproximadamente 250 gramas de gordura, enquanto que com a corrida pode se obter a mesma perda com 30 minutos de exercício 4 dias por semana.
Figura 1- Perda de peso semanal com exercícios.
Adaptado de Swain e Leutholtz, 2002.
Conclusão
Pelos motivos anteriormente apresentados pode-se concluir que o exercício aeróbio apresenta-se como a melhor escolha em programas para a redução da gordura corporal. Este tipo de exercício é particularmente importante nos programas para a manutenção do peso corporal como é o caso de indivíduos que se submeteram a programas de emagrecimento e estão em processo de manutenção. Cabe ressaltar que, a realização de exercícios é algo que deve ser praticado com regularidade a vida toda e não apenas nas pré-temporadas de verão ou quando se quer reduzir a gordura corporal. Contudo, deve-se ter em mente que um indivíduo para ser considerado integralmente ativo deve realizar exercícios tanto de natureza aeróbia quanto de natureza anaeróbia, pois uma aptidão física adequada está alicerçada na resistência, na força, na flexibilidade e na composição corporal adequada. Por tudo isso, considera-se adequado e prudente as recomendações com relação à quantidade diária mínima de exercícios do ACSM 2000, que são:
Freqüência de Treinamento. 3 a 5 vezes por semana.
Intensidade de Treinamento. 60 a 90% da Fcmax ou 50 a 85% do VO2 max. ou da FCmax de reserva.
Duração. 20 a 60 minutos de atividade contínua dependendo da intensidade.
Tipo de atividade. Qualquer atividade que utilize grandes grupos musculares que seja mantida constante, rítmica e aeróbica por natureza.
Treinamento de resistência para manter a massa muscular. 8 a 10 exercícios envolvendo os principais grupos musculares trabalhados em séries de 8 a 12 repetições, pelo menos 2 vezes por semana.
Feito por: Ana Carolina
Postado por: Nayhara Carvalho
Fonte: www.efdeportes.com
ABC da Saúde: Obesidade
O que é?
Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.
Como se desenvolve ou se adquire?
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.
A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicos referentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cada vez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.
Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
O que se sente?
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:
Doenças Distúrbios
Hipertensão arterial Distúrbios lipídicos
Doenças cardiovasculares Hipercolesterolemia
Doenças cérebro-vasculares Diminuição de HDL ("colesterol bom")
Diabetes Mellitus tipo II Aumento da insulina
Câncer Intolerância à glicose
Osteoartrite Distúrbios menstruais/Infertilidade
Coledocolitíase Apnéia do sono
Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida (ver a seguir).
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Fonte: www.abcdasaude.com.br
Polícia apura morte de trabalhador rural em acampamento no Pará
A Polícia Civil do Pará está apurando a morte do trabalhador rural Obede Loyola Souza, 31 anos, ocorrida na quinta-feira (9), no acampamento Esperança, em Pacajá (PA). Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o corpo da vítima foi localizado no sábado (11). Durante os preparativos para o sepultamento, o corpo foi levado por homens da Força Nacional de Segurança, ainda no sábado, para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Belém. O sepultamento deve ser realizado nesta terça-feira (14), em Tucuruí (PA).
Ainda de acordo com a CPT, o rapaz não fazia parte de algum grupo organizado de trabalhadores rurais e não recebia apoio da pastoral. O acampamento, no entanto, foi montado com apoio do Projeto de Assentamento Barrageira e da Casa Familiar Rural de Tucuruí.
A vítima foi executada com um tiro de espingarda no ouvido, a cerca de 500 metros de casa. Ele era casado e tinha três filhos. O corpo foi levado inicialmente para Tucuruí (PA), onde o caso foi registrado pela polícia. Após a liberação para o sepultamento, já no cemitério, a Força Nacional de Segurança suspendeu o enterro e levou o corpo para Belém, onde foi submetido a exames periciais.
De acordo com a CPT, o trabalhador rural teria discutido com um representante de madeireiros na região. Souza teria se colocado contra a extração ilegal de madeira, principalmente de castanheiras, na região de Pacajá e Tucuruí. Segundo a CPT, ele alegava que o trabalho dos madeireiros deixava as estradas de acesso ao acampamento Esperança e aos assentamentos da região intrafegáveis, principalmente no período chuvoso.
Testemunhas do crime
Segundo relatos de testemunhas aos integrantes da pastoral, no dia do crime, quatro homens foram vistos em uma picape e entraram no acampamento.
Uma das testemunhas teria informado que outros dois trabalhadores, representantes do Projeto de Assentamento Barrageira e da Casa Familiar Rural de Tucuruí também discutiram com madeireiros na mesma época em que Souza entrou em confronto com os fazendeiros.
Integrantes da CPT, de Tucuruí e de Pacajá, estão reunidos nesta terça-feira para debater a morte de Souza.
Segredo de Justiça
Na sexta-feira (10), a Justiça de Marabá decretou sigilo no processo de apura a morte do casal de extrativistas José Claudio Silva e Maria do Espírito Santo, mortos em uma emboscada em 24 de maio, em Nova Ipixuna (PA).
O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, disse ao G1 que está investigando a denúncia de um agricultor do assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna, contra policiais militares e civis do Pará, que teriam feito ameaças contra ele, em 2010.
Rocha tomou ciência do fato e os quatro policiais citados na denúncia estão sob investigação. Segundo ele, a conduta dos policiais foi errada. "Já ouvimos entre 50 a 60 pessoas sobre isso. Vamos analisar a conduta deles e depois levar o caso para as corregedorias das polícias Civil e Militar", disse o secretário.
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Fonte G1
Quinto trabalhador rural é assassinado no Pará, informa CPT
A onda de assassinatos a trabalhadores rurais no Norte do País contabiliza mais uma vítima. Obede Loyla Souza, de 31 anos e pai de três filhos, foi executado na última quinta-feira (9), no Acampamento Esperança, município de Pacajá, no Pará. Este é o quinto homicídio no campo registrado no Estado em menos de um mês.
Souza teve o ouvido atingido por um tiro de espingarda, conforme informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT). A Força Nacional levou o corpo do trabalhador, encontrado somente na tarde de sábado (11), para Belém, onde passou por perícia. O sepultamento ocorre nesta terça-feira (14) em Tucuruí.
O assassinato aconteceu por volta do meio-dia no Acampamento Esperança, município de Pacajá. Segundo a CPT, moradores relataram que, no dia do crime, viram uma camionete de cor preta com quatro homens entrando no local. Souza foi executado a 500 metros de sua casa. A entidade ainda não sabe o motivo exato da execução.
- Sabe-se somente que, pelo mês de janeiro ou fevereiro, Souza teria discutido com alguém que representa, na região, o interesse de grandes madeireiros, pelo fato de estarem extraindo madeira de forma ilegal, principalmente castanheira, que é proibido por lei, e por estarem deixando as estradas de acesso ao Acampamento Esperança e aos Assentamentos da região, intrafegáveis nesse período de chuvas - diz a CPT em nota.
Com a morte de Souza, sobe para seis o número trabalhadores rurais assassinados nas últimas três semanas no Norte do Brasil. Além dos 5 casos ocorridos no Pará, foi registrada a morte de Adelino Ramos, o Dinho, líder do Movimento Camponês Corumbiara, executado a tiros no distrito de Vista Alegre do Abunã, Porto Velho (RO), em 27 de maio.
Três dias antes, o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria Bispo do Espírito Santo foi assassinado próximo a Nova Ipixuna, sudeste do Pará. As vítimas haviam denunciado a extração ilegal de madeira, assim como Obede Loyla Souza.
Naquela semana, no Assentamento Praialta-Piranheira, o mesmo onde morava o casal de extrativistas, foi encontrado sem vida Herenilton Pereira dos Santos. O trabalhador rural era apontado como uma das testemunhas no caso do duplo homicídio.
No dia 2 de junho, o corpo do agricultor Marcos Gomes da Silva foi localizado em uma estrada vicinal, em Eldorado do Carajás, mesmo município onde aconteceu o massacre de 19 sem-terra no ano de 1996. Morta a tiros, a vítima teve a orelha decepada, a exemplo do que ocorreu com o extrativista Zé Cláudio.
Feito por: Ana Carolina
Postado por: Nayhara Carvalho
Fonte: Terra Magazine
Gringos para nós mesmos
Nas últimas semanas o longa-metragem de animação Rio se transformou num fenômeno de bilheteria em todo o mundo, encantando adultos e crianças (eu e minha filha inclusive) e trazendo benefícios indiretos para a cidade difíceis de quantificar, mas certamente imensos em termos de incentivo ao turismo. Dirigido por um brasileiro, Rio é um cartão postal em movimento e tecnologia 3D, uma declaração de amor que enche os cariocas de justificado orgulho.
Li que o tamanho dos biquínis das cenas de praia foi aumentado por determinação dos produtores norte-americanos. Tudo bem. A medida deve ter tido motivação mais econômica que moral: o filme custou U$ 90 milhões e foi lançado em quase 100 países. Nesse nível da indústria nada é deixado ao acaso. Cada detalhe é calculado para se obter o máximo de retorno – até o tamanho do biquíni que cobre a bunda que recebe uma bolada.
Não sei se foram os biquínis, mas algo me parecia fora do lugar quando saí do cinema e me deparei com uma cidade menos colorida, com uma paisagem urbana sem correção digital, com cariocas falando português sem sotaque ou legenda – e nenhuma arara azul à vista. A realidade estava desfocada. Um sentimento de estranheza me invadiu, e não foi pela falta dos óculos 3D. A sensação que tive foi a de ter visto no cinema o Rio de Janeiro com os olhos de um gringo – e de ter achado isso natural.
Pensei em como, garoto que devorava revistinhas do Tio Patinhas e assistia a desenhos dublados na televisão, devo ter sido influenciado pelos padrões – estéticos, narrativos, simbólicos, culturais – dos bens de consumo americanos que dominavam – que ainda dominam – o nosso universo audiovisual. Pensei em como isso se reproduz, décadas depois, nas novas gerações de crianças e adolescentes que continuam a ter seu olhar educado por lentes de fora, por formas de ver e dar sentido ao mundo que não são nativas. Pensei na minha filha de 6 anos que só fala na viagem a Orlando. Pensei no Zé Carioca.
Como Carmen Miranda, Zé Carioca (Joe Carioca no original) foi um fruto direto da Política de Boa Vizinhança implementada pelo presidente Roosevelt nas décadas de 30 e 40. Mais que um esforço diplomático de aproximação com seus vizinhos do sul num contexto de polarização política planetária, tratava-se, hoje se sabe, de uma estratégia de dominação ideológico-cultural a longo prazo sobre o continente. Havia o interesse declarado em garantir a hegemonia americana não apenas por meio de acordos comerciais, alianças políticas ou planos de cooperação, mas também por meio de uma intervenção cultural, na exportação sutil e sedutora de práticas e valores, desejos e sonhos, maneiras de viver e de consumir (ou de viver para consumir).
Foi então que aprendemos a beber Coca-Cola, chupar picolé e mascar chiclete, entre outros hábitos que importamos e hoje consideramos naturais. Da mesma forma, por força de uma dieta vigorosa de conteúdos audiovisuais americanos, aprendemos a nos enxergar com olhos estrangeiros e a vestir a imagem que projetavam em nós. Foi então, desconfio, que viramos um clichê.
Como a televisão ainda não existia e boa parte da população brasileira era analfabeta, o cinema foi o grande veículo desse processo de dominação. Distribuidoras americanas aqui instaladas ocuparam nosso mercado com filmes que nos empurravam aos lotes. Mas os verdadeiros produtos não eram os filmes, e sim os padrões de comportamento e os valores sociais e simbólicos que camuflavam interesses estratégicos de dominação econômica e cultural, a ponto de o idioma português, num determinado momento, passar a soar estranho na sala de cinema.
A indústria local, em condições extremamente desiguais de competição, era estimulada a imitar a matriz, em musicais que celebravam nossa alegria e nosso jeitinho. Exemplar nesse processo foi o longa-metragem de animação Alô, amigos! (no original, “Saludos, amigos!”), produzido por Walt Disney em 1942 com apoio do Office of the Coordinator Inter-American Affairs – OCIAA, órgão vinculado ao Conselho de Defesa Nacional dos Estados Unidos e associado ao nosso DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda.
No episódio brasileiro de Alô, amigos! (outros se passavam no Chile, Argentina, Peru e Bolivia), os acordes malemolentes da Aquarela do Brasil introduzem o encontro entre o simpático e folgazão Joe (ou melhor, Zé) e o Pato Donald. À primeira vista, é o pato nervosinho quem “compra” a imagem da cidade vendida pelo papagaio, mas na verdade éramos nós que comprávamos uma imagem do Brasil que se perpetuaria como representativa do caráter nacional: somos loucos por praia, futebol e Carnaval, temos vocação para rir da adversidade e, apesar de preguiçosos, malandros, e trambiqueiros, no fundo somos gente boa. Entre as “preferências nacionais”, não faltou referência nem mesmo a cachaça.
A mensagem subliminar de Alô, amigos! era clara: estimular crianças brasileiras a serem amigas das crianças americanas – e prepará-las para serem lideradas por elas, quando crescessem, da mesma forma que o papagaio de Vila Xurupita aceitava com admiração servil a liderança do Pato Donald. Afinal de contas, os povos não-civilizados do Terceiro Mundo eram como crianças: indefesos, despreocupados, ingênuos, , necessitados da liderança dos Grande Irmão.
Setenta anos depois, o mundo está muito diferente, mas algumas coisas não mudaram. Por exemplo, para fazer seu filme Walt Disney trouxe ao Brasil uma equipe de 15 técnicos, que deviam elencar referências culturais, material folclórico, histórias populares, canções; Carlos Saldanha também trouxe uma equipe de seis pessoas, numa viagem intensiva de imersão. A arara azul Blu e seus coadjuvantes têm muito em comum com Joe Carioca, e seu nome é tão universal que nem precisou ser abrasileirado para consumo local. A causa que o filme defende – a denúncia ao contrabando de aves – é ecológica e politicamente correta, como convém a tempos de globalização de mercados.
Sendo uma produção americana dirigida por um brasileiro, Rio representa o país em dois sentidos: é um exemplo do nosso talento criativo único, personificado em Carlos Saldanha (aliás, significativamente formado e radicado nos Estados Unidos); mas é também uma representação – da nossa geografia, valores, costumes – feita para consumo global. Como tal, contribui para formar ou reforçar idéias, especialmente junto ao público infantil, sobre quem somos e como vivemos.
Nas entrelinhas do enredo simples, nos diálogos, no gestual dos personagens, na estrutura do roteiro, na trilha sonora brasileira com sotaque americano, Rio talvez deva parte de seu sucesso a reforçar o que é familiar: de um lado, adere a fórmulas recorrentes nas animações com “padrão Hollywood de qualidade” (com o qual é difícil para qualquer indústria nacional competir); de outro, repete clichês sobre a cidade mais antigos que o Zé Carioca, como os micos que fazem gracinhas para distrair e roubar turistas.
Nada disso diminui os méritos de Rio como entretenimento para toda a família: é um filme divertido e afetivo, feito com a convicção sincera de que nossa cidade é mesmo maravilhosa. Mas, ironicamente, é também um filme que achata a realidade plural em que vivemos, reduzindo as nossas diferenças a elementos exóticos, as nossas mazelas a temperos de um parque temático carnavalesco onde todos falam inglês, em tudo compatível com o modelo audiovisual que há décadas coloniza todo o planeta. Com a globalização, chegamos talvez à realização extrema da utopia pan-americana dos anos 40: Hollywood exporta o Brasil para o próprio Brasil. Rio não deixa de ser uma obra para gringos, e se faz tanto sucesso aqui é porque fomos educados a nos olharmos como se gringos fôssemos, a acharmos graça de nós mesmos como se nos olhássemos de fora.
[Texto publicado na página LOGO, no Segundo Caderno de O Globo]
Fonte G1
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Exposição de Jorge dos Anjos combina vocabulário africano e influência neoconcreta
Mineiro de Ouro Preto, Jorge dos Anjos já expôs mais vezes fora do país – na Espanha, na França, em Portugal e na Holanda – do que no eixo Rio-São Paulo, onde é pouco conhecido. Aluno de Amílcar de Castro e Nello Nuno, é um artista inquieto, que trabalha em diferentes suportes, empregando variadas técnicas e materiais. Seus desenhos, gravuras, pinturas e esculturas têm em comum um vocabulário visual que evoca a arte africana, elementos do candomblé e do passado colonial brasileiro, sem deixar de lado a influência do movimento neoconcreto. Confrontando signos construtivos e religiosos, Jorge aproxima a espiritualidade da geometria.
Jorge está chegando ao Rio de Janeiro com uma exposição – Pedra, Ferro e Fogo – e um livro – Risco Recorte Percurso. A exposição será aberta nesta quarta-feira, na Galeria Coleção de Arte, no Flamengo. Ela será complementada por uma escultura ao ar livre, em frente à galeria, no Parque do Flamengo – à maneira das intervenções urbanas do artista em parques e praças de Belo Horizonte.
Já o livro – que, pelo projeto gráfico arrojado e orgânico, é ele próprio um objeto artístico – traz um bom apanhado da variedade de sua produção, reproduzindo esculturas em pedra-sabão, peças em madeira e metal, “riscaduras” e “gravaduras”. Organizado por Márcio Sampaio, Risco Recorte Percurso mostra a evolução do trabalho do artista em seus 35 anos de carreira. Atualmente, Jorge dos Anjos está trabalhando na escultura comemorativa dos 300 anos de Ouro Preto: em ferro e bronze, a obra terá 11 metros de altura.
Fonte G1
Feito por: Ana Carolina
Postado por: Nayhara Carvalho
Emissões batem recorde em 2010 e ameaçam meta de combate a aquecimento
As emissões internacionais de gases responsáveis pelo efeito estufa bateram um recorde histórico no ano passado, colocando em dúvida o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global em menos de 2 graus, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Segundo a agência, as emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, cresceram 5% no ano passado em relação ao recorde anterior, em 2008. Em 2009, as emissões haviam caído graças à crise financeira global, que reduziu a atividade econômica internacional.
A agência estimou ainda que 80% das emissões projetadas para 2020 no setor de energia já estão comprometidas, por virem de usinas elétricas atualmente instaladas ou em construção.
"O significativo aumento das emissões de CO2 e o comprometimento das emissões futuras por conta de investimentos de infraestrutura representam um grave revés para nossas esperanças de limitar o aumento global da temperatura para não mais de 2 graus Celsius", afirmou Faith Birol, economista-chefe da AIE e responsável pelo relatório anual da entidade World Energy Outlook.
Limite
A meta de limitar o aumento global das temperaturas médias em 2 graus foi estabelecida durante a conferência da ONU sobre mudanças climáticas realizada no ano passado em Cancún. O limite foi estabelecido de acordo com um relatório técnico que indicava que se a temperatura global aumentar mais que 2 graus as consequências podem ser irreversíveis e devastadoras.
Segundo os cálculos da AIE, a quantidade de CO2 emitida no mundo atingiu 30,6 gigatoneladas no ano passado, um aumento de 1,6 gigatoneladas em relação ao ano anterior. A AIE estimou que para limitar o aquecimento dentro dos limites aceitáveis, as emissões globais não devem ultrapassar as 32 gigatoneladas até 2020.
Se o crescimento das emissões neste ano igualar o do ano passado, esse limite já terá sido ultrapassado, nove anos antes do prazo.
"O mundo chegou incrivelmente perto do limite de emissões que não deveriam ser alcançadas até 2020 para a meta de 2 graus ser atingida. Dada a redução do espaço para manobras até 2020, ao menos que decisões fortes e decisivas sejam tomadas logo, será extremamente difícil conseguir alcançar a meta global acertada em Cancún", diz Birol.
Segundo a AIE, os países considerados desenvolvidos foram responsáveis por 40% das emissões totais em 2010, mas responderam por apenas 25% do crescimento global das emissões.
Países em desenvolvimento, principalmente China e Índia, registraram um aumento muito maior de suas emissões, acompanhando seu crescimento econômico acelerado.
Quando consideradas as emissões per capita, porém, os países desenvolvidos tiveram uma emissão média de 10 toneladas por pessoa, enquanto na China foram 5,8 toneladas per capita e, na Índia, 1,5 toneladas.
Comentário:
A situação ambiental tanto no Brasil como no mundo é preocupante , com a sociedade de consumo aumentando cada vez mais graças ao aumento da urbanização e industrialização, se os governos não tomarem medidas: como fontes alternativas de energia, o legado para as próximas gerações será preocupante.
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Gringos para nós mesmos
Nas últimas semanas o longa-metragem de animação Rio se transformou num fenômeno de bilheteria em todo o mundo, encantando adultos e crianças (eu e minha filha inclusive) e trazendo benefícios indiretos para a cidade difíceis de quantificar, mas certamente imensos em termos de incentivo ao turismo. Dirigido por um brasileiro, Rio é um cartão postal em movimento e tecnologia 3D, uma declaração de amor que enche os cariocas de justificado orgulho.
Li que o tamanho dos biquínis das cenas de praia foi aumentado por determinação dos produtores norte-americanos. Tudo bem. A medida deve ter tido motivação mais econômica que moral: o filme custou U$ 90 milhões e foi lançado em quase 100 países. Nesse nível da indústria nada é deixado ao acaso. Cada detalhe é calculado para se obter o máximo de retorno – até o tamanho do biquíni que cobre a bunda que recebe uma bolada.
Não sei se foram os biquínis, mas algo me parecia fora do lugar quando saí do cinema e me deparei com uma cidade menos colorida, com uma paisagem urbana sem correção digital, com cariocas falando português sem sotaque ou legenda – e nenhuma arara azul à vista. A realidade estava desfocada. Um sentimento de estranheza me invadiu, e não foi pela falta dos óculos 3D. A sensação que tive foi a de ter visto no cinema o Rio de Janeiro com os olhos de um gringo – e de ter achado isso natural.
Pensei em como, garoto que devorava revistinhas do Tio Patinhas e assistia a desenhos dublados na televisão, devo ter sido influenciado pelos padrões – estéticos, narrativos, simbólicos, culturais – dos bens de consumo americanos que dominavam – que ainda dominam – o nosso universo audiovisual. Pensei em como isso se reproduz, décadas depois, nas novas gerações de crianças e adolescentes que continuam a ter seu olhar educado por lentes de fora, por formas de ver e dar sentido ao mundo que não são nativas. Pensei na minha filha de 6 anos que só fala na viagem a Orlando. Pensei no Zé Carioca.
Como Carmen Miranda, Zé Carioca (Joe Carioca no original) foi um fruto direto da Política de Boa Vizinhança implementada pelo presidente Roosevelt nas décadas de 30 e 40. Mais que um esforço diplomático de aproximação com seus vizinhos do sul num contexto de polarização política planetária, tratava-se, hoje se sabe, de uma estratégia de dominação ideológico-cultural a longo prazo sobre o continente. Havia o interesse declarado em garantir a hegemonia americana não apenas por meio de acordos comerciais, alianças políticas ou planos de cooperação, mas também por meio de uma intervenção cultural, na exportação sutil e sedutora de práticas e valores, desejos e sonhos, maneiras de viver e de consumir (ou de viver para consumir).
Foi então que aprendemos a beber Coca-Cola, chupar picolé e mascar chiclete, entre outros hábitos que importamos e hoje consideramos naturais. Da mesma forma, por força de uma dieta vigorosa de conteúdos audiovisuais americanos, aprendemos a nos enxergar com olhos estrangeiros e a vestir a imagem que projetavam em nós. Foi então, desconfio, que viramos um clichê.
Como a televisão ainda não existia e boa parte da população brasileira era analfabeta, o cinema foi o grande veículo desse processo de dominação. Distribuidoras americanas aqui instaladas ocuparam nosso mercado com filmes que nos empurravam aos lotes. Mas os verdadeiros produtos não eram os filmes, e sim os padrões de comportamento e os valores sociais e simbólicos que camuflavam interesses estratégicos de dominação econômica e cultural, a ponto de o idioma português, num determinado momento, passar a soar estranho na sala de cinema.
A indústria local, em condições extremamente desiguais de competição, era estimulada a imitar a matriz, em musicais que celebravam nossa alegria e nosso jeitinho. Exemplar nesse processo foi o longa-metragem de animação Alô, amigos! (no original, “Saludos, amigos!”), produzido por Walt Disney em 1942 com apoio do Office of the Coordinator Inter-American Affairs – OCIAA, órgão vinculado ao Conselho de Defesa Nacional dos Estados Unidos e associado ao nosso DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda.
No episódio brasileiro de Alô, amigos! (outros se passavam no Chile, Argentina, Peru e Bolivia), os acordes malemolentes da Aquarela do Brasil introduzem o encontro entre o simpático e folgazão Joe (ou melhor, Zé) e o Pato Donald. À primeira vista, é o pato nervosinho quem “compra” a imagem da cidade vendida pelo papagaio, mas na verdade éramos nós que comprávamos uma imagem do Brasil que se perpetuaria como representativa do caráter nacional: somos loucos por praia, futebol e Carnaval, temos vocação para rir da adversidade e, apesar de preguiçosos, malandros, e trambiqueiros, no fundo somos gente boa. Entre as “preferências nacionais”, não faltou referência nem mesmo a cachaça.
A mensagem subliminar de Alô, amigos! era clara: estimular crianças brasileiras a serem amigas das crianças americanas – e prepará-las para serem lideradas por elas, quando crescessem, da mesma forma que o papagaio de Vila Xurupita aceitava com admiração servil a liderança do Pato Donald. Afinal de contas, os povos não-civilizados do Terceiro Mundo eram como crianças: indefesos, despreocupados, ingênuos, , necessitados da liderança dos Grande Irmão.
Setenta anos depois, o mundo está muito diferente, mas algumas coisas não mudaram. Por exemplo, para fazer seu filme Walt Disney trouxe ao Brasil uma equipe de 15 técnicos, que deviam elencar referências culturais, material folclórico, histórias populares, canções; Carlos Saldanha também trouxe uma equipe de seis pessoas, numa viagem intensiva de imersão. A arara azul Blu e seus coadjuvantes têm muito em comum com Joe Carioca, e seu nome é tão universal que nem precisou ser abrasileirado para consumo local. A causa que o filme defende – a denúncia ao contrabando de aves – é ecológica e politicamente correta, como convém a tempos de globalização de mercados.
Sendo uma produção americana dirigida por um brasileiro, Rio representa o país em dois sentidos: é um exemplo do nosso talento criativo único, personificado em Carlos Saldanha (aliás, significativamente formado e radicado nos Estados Unidos); mas é também uma representação – da nossa geografia, valores, costumes – feita para consumo global. Como tal, contribui para formar ou reforçar idéias, especialmente junto ao público infantil, sobre quem somos e como vivemos.
Nas entrelinhas do enredo simples, nos diálogos, no gestual dos personagens, na estrutura do roteiro, na trilha sonora brasileira com sotaque americano, Rio talvez deva parte de seu sucesso a reforçar o que é familiar: de um lado, adere a fórmulas recorrentes nas animações com “padrão Hollywood de qualidade” (com o qual é difícil para qualquer indústria nacional competir); de outro, repete clichês sobre a cidade mais antigos que o Zé Carioca, como os micos que fazem gracinhas para distrair e roubar turistas.
Nada disso diminui os méritos de Rio como entretenimento para toda a família: é um filme divertido e afetivo, feito com a convicção sincera de que nossa cidade é mesmo maravilhosa. Mas, ironicamente, é também um filme que achata a realidade plural em que vivemos, reduzindo as nossas diferenças a elementos exóticos, as nossas mazelas a temperos de um parque temático carnavalesco onde todos falam inglês, em tudo compatível com o modelo audiovisual que há décadas coloniza todo o planeta. Com a globalização, chegamos talvez à realização extrema da utopia pan-americana dos anos 40: Hollywood exporta o Brasil para o próprio Brasil. Rio não deixa de ser uma obra para gringos, e se faz tanto sucesso aqui é porque fomos educados a nos olharmos como se gringos fôssemos, a acharmos graça de nós mesmos como se nos olhássemos de fora.
Feito por: Ana Carolina
Postado por: Nayhara Carvalho
Amazônia já teve mais de 2,6 bilhões de árvores desmatadas, calcula IBGE
A coluna do Portal Excelência nessa semana trata de um dos assuntos que mais gera polêmicas e palpites atualmente, as duas postagens que seguem ilustram uma reflexão que deve ser feita.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (1º) um extenso relatório sobre o patrimônio ambiental da Amazônia Legal que revela, entre outros dados, que até 2002 a região havia sofrido a eliminação de 2,6 bilhões de árvores de sua vegetação original, o que corresponde a aproximadamente 13% do total de plantas com troncos com diâmetro maior que 33 centímetros.
Os dados mais recentes analisados no levantamento do instituto são de 2002. Essas árvores desmatadas correspondem a 4,7 bilhões de metros cúbicos de madeira, afirma o IBGE.
Outra informação relevante levantada no trabalho é que a Amazônia, que representa 59% do território brasileiro, detém 45% da água potável subterrânea do país. As maiores áreas de aquíferos porosos (aqueles formados por rochas sedimentares, e onde normalmente está armazenada a água subeterrânea no Brasil) encontram-se no Amazonas (1,34 milhão de km²), em Mato Grosso (677 mil km²) e no Pará (513 mil km²).
Combustíveis fósseis
O IBGE destaca que, por ser formado predominantemente por rochas sedimentares, o subsolo da Amazônia Legal também tem potencial para exploração de combustíveis fósseis, o que já se confirma pelos campos de petróleo e gás de Urucu, no interior do Amazonas.
As rochas ígneas (formadas a partir do resfriamento do magma que formou a Terra), que compõem 15,1% da área da região, bem como as metamórficas (formadas a partir da tranformação dos dois tipos anteriores de rochas devido a mudanças de temperatura e pressão, por exemplo) que equivalem a 16,1% do subsolo amazônico são propícias para jazidas de minerais como ouro, cassiterita, ferro, zinco, chumbo e cobre.
Neste caso, segundo o IBGE, o Pará é o estado com maior incidência, já que detém 51,9% das rochas sedimentares e 37,3% das metamórficas da região amazônica.
Carbono
O trabalho aponta ainda que o solo da floresta abriga, até 1 metro de profundidade, 95,7 toneladas de carbono em média. A mudança no uso desse solo, como, por exemplo, para fins agropecuários, pode liberar o carbono para a atmosfera, contribuindo para as mudanças climáticas - mais um motivo que torna a floresta em pé importante para o meio ambiente.
O teor de carbono varia de acordo com a porção da Amazônia analisada. As áreas próximas das calhas dos rios apresentam um número menor, segundo mapa do IBGE.
Fonte: G1
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
O casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, assassinados no último dia 24 em Nova Ipixuna, no Pará, foi alvejado por tiros de duas armas diferentes, segundo o delegado da Polícia Federal Marcelo Seila, que investiga o caso.
“As informações que temos até o momento é que eles foram mortos por tiros de espingarda calibre 12 e de revólver calibre 38. Ainda não recebi o laudo conclusivo da perícia”, disse o delegado.
Seila, que investiga o caso a pedido da presidente Dilma Roussef, que determinou ao Ministério da Justiça que a PF apurasse as mortes, tem informações de que dois homens participaram do crime e fugiram em uma moto.
“Temos testemunhas que viram as duas pessoas em uma moto na região e nas proximidades. Eles fizeram uma emboscada para o casal quando eles saíram do assentamento em Nova Ipixuna. Armaram uma cabana com folhagens em uma estrada vicinal para não serem vistos e esperaram os ambientalistas passar por aí”, diz o delegado.
“As informações que temos é que os ambientalistas recebiam ameaças em função das denúncias que faziam de desmatamento ilegal e grilagem. Eles tinham desavenças com supostos madeireiros e grileiros da região. Mas os dados ainda são amplos, não tenho um grupo ou um nome identificado ainda”, afirma Seila.
A Delegacia de Conflitos Agrários da Polícia Civil de Marabá também apura os assassinatos.
Mudança
Pelo menos 17 parentes de José Cláudio e Maria deixaram o assentamento agroextrativista Praialta Piranheira, onde o casal morava, e mudaram-se para Marabá, com medo de novos ataques.
“Estamos com muito medo e recebemos a recomendação da polícia que seria bom a gente sair do local por um tempo. É algo ainda preliminar, não sabemos para onde iremos”, diz Claudecir Ribeiro, de 35 anos, irmã de José Cláudio.
O grupo integra familiares próximos do casal e está abrigado na casa de parentes em Marabá, onde recebe apoio de psicólogos públicos, segundo Claudecir. “Ficamos muito temerosos de que algo poderia acontecer se a família permanecesse lá e foi melhor deixar o assentamento por um tempo. Está muito perigosa a situação”, afirma ela.
Na segunda-feira (30), para conter os conflitos agrários na Região Norte do país, o governo anunciou que analisa uma lista com 125 nomes, feita pela Comissão Pastoral da Terra, de ambientalistas e trabalhadores rurais ameaçados de morte, de acordo com o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Em menos de uma semana, quatro pessoas morerram na Região Norte, três delas no Pará e uma em Rondônia. No Pará, a morte de um agricultor, segundo a Polícia local, não tem relação com a morte de ambientalistas na mesma região. Há possibilidade de elo do agricultor com tráfico de drogas. No entanto, a Delegacia de Conflitos Agrários ainda investiga o caso antes de descartar que o assassinato tenha ocorrido por questão agrária.
Fonte: G1
Feito por: Ana Carolina
Postado por: Nayhara Carvalho
Um brasileiro foi flagrado pela alfândega no Aeroporto de Lisboa tentando entrar com 30 ovos de aves sem documentação. As autoridades locais o mandaram de volta ao Brasil e ele foi recebido pelo Ibama na madrugada desta quinta-feira (26) no Aeroporto de Brasília. Ele foi multado em R$ 65 mil por transporte ilegal de fauna e remessa de material genético ao exterior.
O suspeito ainda foi conduzido à Polícia Federal para prestar esclarecimentos e deve responder a inquérito criminal por tráfico internacional de fauna.
Segundo o Ibama, enquanto era multado, ele confessou o crime e disse que um cidadão português o esperava em Lisboa para receber os ovos, que seriam de papagaios. Contou ainda que recebeu parte do pagamento antecipadamente, e que o restante seria quitado após a entrega da “encomenda”.
O órgão ambiental descobriu que o suspeito tem familiares que já foram autuados por crimes contra fauna no Tocantins. No momento em que ele foi flagrado em Portugal, os ovos estavam presos à sua cintura, envolvidos numa meia-calça.
Os ovos foram levados para o Zoológico de Lisboa, onde ficarão numa incubadora. Enviá-los de volta ao Brasil imediatamente seria arriscado. As aves já nascidas é que devem devolvidas posteriormente.
Segundo o Ibama, qualquer remessa de fauna ao exterior sem autorização é infração grave. Brasil e Portugal são signatários de uma convenção internacional contra o tráfico de espécies ameaçadas.
Feito por: Ana Carolina Campos
Postado por: Nayhara Carvalho
Existem épocas em que o namoro ou o casamento pode não andar muito bem e a suspeita de que o parceiro esteja tendo uma aventura extraconjugal pode começar a rondar a cabeça.
É provável que a vontade de revistar bolsos, o celular, procurar marcas de batom em colarinhos ou cheiro de perfumes diferentes nas roupas comece a aparecer, mas nem sempre é preciso ir tão longe para obter indícios de uma traição.
De acordo com a psicóloga Olga Inês Tessari, quando alguém comprometido arruma uma segunda pessoa existe um conflito interno e o sentimento de culpa acaba aparecendo, sendo assim, mudanças de comportamento e mesmo na personalidade são os primeiros sinais de que uma relação não está harmoniosa e que a possibilidade de logo haver uma traição é muito grande.
O detetive e diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, Edilmar Lima, que já atendeu em seu escritório aproximadamente 6,5 mil casos sobre adultério, explica que todas as pessoas podem se tornar um traidor em potencial.
"Cotidianamente vivemos uma disputa acirrada, é uma verdadeira batalha em prol de 'segurar' o nosso affair, tanto o homem quanto a mulher recebem 'cantadas' no seu dia-a-dia, no seu trabalho, na rua, na Internet, no mercado e em tantos outros lugares", afirma o detetive.
Segundo Edilmar Lima, infelizmente ainda não foi desenvolvido nenhum antídoto para evitar a traição, o que se pode tentar fazer é prevenir e policiar, mas sem deixar que isto se torne uma ameaça à relação.
15 atitudes que podem indicar que você está sendo traída:
1) O parceiro começa a dizer que precisa de um espaço só dele, sendo que antes o casal fazia tudo junto
2) Começam as reuniões com os amigos, onde a presença do outro é totalmente dispensável e imprópria
3) Ele está mais interessado em comprar roupas novas ou há momentos em que sai de casa mais arrumado para fazer ações banais, como "tomar um ar"
4) Seu parceiro há algum tempo começou a trabalhar até tarde e a ter reuniões no final de semana, mesmo sem mudança aparente no emprego
5) Ele tem se irritado ou fica estressado com facilidade
6) Mudança no comportamento: ele está mais amável do que o normal ou então você percebe que muitas vezes tem ficado como segundo plano
7) Sempre que está ao seu lado e o celular dele toca ele fica sobressaltado ou quer ficar sozinho para atendê-lo
8) Quando você telefona dificilmente consegue falar com ele
9) O apetite sexual dele mudou. O tempo todo está ocupado ou cansado demais para você ou então de uma hora para outra quer fazer sexo a todo instante com medo de que você perceba que ele tem outra
10) Ele começa a chegar sempre atrasado em compromissos
11) Ele tem crises excessivas de ciúmes
12) Quando chegam as contas, ele trata de pegá-las rapidinho para esconder gastos com telefonemas pelo celular ou com cartões de crédito em restaurantes, motéis, presentes para a amante
13) Ele critica outros infiéis
14) Ele se incomoda de ver você muito quieta, com medo que você desconfie da traição
15) Ele começa a achar tudo caro e costuma dizer com freqüência que vocês precisam fazer passeios mais baratos para economizar dinheiro
Pense para meditar....
Coisa Amar
Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
Manuel Alegre
ARTE DE AMAR
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira
Ternura
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
Vinícius de Moraes
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Pense para meditar....
A verdadeira importância
Jean passeava com seu avô por uma praça de Paris. A determinada altura viu um sapateiro sendo destratado por um cliente, cujo calçado apresentava um defeito. O sapateiro escutou calmamente a reclamação, pediu desculpas, e prometeu corrigir o erro.
Pararam para tomar um café num bistrô. Na mesa ao lado, o garçom pediu a um homem que movesse um pouco a cadeira, para abrir espaço. O homem irrompeu numa torrente de reclamações, e negou-se.
- Nunca esqueça o que viu – disse o avô para Jean. – O sapateiro aceitou uma reclamação, enquanto este homem a nosso lado não quis mover-se. Os homens úteis, que fazem algo útil, não se incomodam de serem tratados como inúteis. Mas os inúteis sempre se julgam importantes, e escondem toda a sua incompetência atrás da autoridade.
Reflexão sobre os desígnios de Deus
Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão, olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma.
"Sou a mais desprezível das criaturas", pensa. "Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra".
Um dia, entretanto, a natureza pede que faça um casulo.
A lagarta se assusta – jamais fizera um casulo antes. Pensa que está construindo seu túmulo, e prepara-se para morrer.
Embora indignada com a vida que levou até então, reclama novamente com Deus.
"Quando finalmente me acostumei, o Senhor me tira o pouco que tenho".
Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim. Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta. Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens. Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.
Fonte: G1
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Paulo Coelho e a mágica caixa de livros
Nascido numa família de classe média, aos sete anos Paulo Coelho ingressa no tradicional Colégio Santo Inácio da então capital do Brasil, o Rio de Janeiro.
Desde muito novo, gostava de escrever e mantinha um diário. No colégio, participava de concursos de poesia e cursos de teatro. No entanto, seu pai queria que ele fosse engenheiro, e sua mãe desestimulava Paulo a seguir a carreira de escritor. As brigas com os pais eram constantes e Paulo teve muitas crises de depressão e raiva na adolescência, tendo sido internado três vezes em uma clínica de repouso, onde foi tratado por psicólogos.
Na década de 1960 entra para o mundo do teatro, como diretor e ator, criando peças voltadas ao teatro experimental e de vanguarda, mas obtendo pouca expressividade. No início da década seguinte, em 1970, Paulo entra de cabeça no movimento hippie, ao mesmo tempo em que conhece o mundo das drogas e do ocultismo, incluíndo o chamado Caminho da Mão Esquerda. Profissionalmente, além de diretor e ator teatral, exerce também a função de jornalista em publicações alternativas com as revistas "A Pomba" e "2001", quando em 1972 conhece Raul Seixas, então executivo da gravadora CBS. Os dois se tornam parceiros em diversas músicas que exerceriam influência no rock brasileiro (consta na biografia de Paulo Coelho, "O Mago", do escritor Fernando Morais, que Raul Seixas, para incentivar o amigo a compor, colocou-o como parceiro em sua participação na trilha sonora da novela O Rebu da Rede Tupi - erroneamente confundida com a Rede Globo no livro - sem que Paulo escrevesse uma única linha). Nessa época, Paulo Coelho envolve-se com Marcelo Motta e torna-se um seguidor de Aleister Crowley e da chamada "Sociedade Alternativa", que apresenta a Raul e da qual se desliga pouco tempo depois de ingressar oficialmente com o pseudônimo de Luz Eterna. Compõe também para diversos intérpretes, tais como Elis Regina, Rita Lee e Rosana Fiengo.
Seu fascínio pela busca espiritual, que data da época em que, como hippie, viajava pelo mundo, resultou numa série de experiências em sociedades secretas, religiões orientais, etc.
A edição do seu primeiro livro foi em 1982, Arquivos do inferno, que não teve repercussão desejada. Lançou o seu segundo livro O Manual Prático do Vampirismo em 1985, que logo mandou recolher considerando o trabalho de má qualidade. Conforme suas próprias palavras, confessa: "O mito é interessante, o livro é péssimo". Católico não-praticante, em 1986, Paulo Coelho fez a viagem de peregrinação pelo Caminho de Santiago. Percorreu quase 700 quilômetros a pé do sul da França até a cidade de Santiago de Compostela na Galiza, experiência que relata em detalhes no livro O Diário de um Mago, editado em 1987. No ano seguinte, publicou O Alquimista, que - apesar de sua lenta vendagem inicial, o que provocou a desistência do seu primeiro editor - se transformaria no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos; O Alquimista é um dos mais importantes fenômenos literários do século XX. Chegou ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos em 18 países e vendeu, até o momento, 41 milhões de exemplares.
Nos anos subsequentes foram lançados os seguintes livros : Brida (1990), As Valkírias (1992), Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei (1994), Maktub (1994), O Monte Cinco (1996), Manual do Guerreiro da Luz (1997), Veronika DecideMorrer(1998), O Demônio e a Srtª Prym (2000), Histórias para Pais, Filhos e Netos (2001), Onze Minutos (2003), O Gênio e as Rosas (2004), O Zahir (2005) e A Bruxa de Portobello (2006) (2005) e O vencedor está só (2008)
Como escritor, apesar ds críticas, ocupa as primeiras posições no ranking dos livros mais vendidos no mundo. Vendeu, até hoje, um total de 100 milhões de livros, em mais de 150 países, tendo suas obras traduzidas para 66 idiomas e sendo o autor mais vendido em língua portuguesa de todos os tempos], ultrapassando até mesmo Jorge Amado, cujas vendas somam 54 milhões de livros
Sua obra O Zahir foi lançada primeiramente no Irã, para que lá pudesse ser registrada como obra local e que fossem processados aqueles que fizessem cópias ilegais do livro em língua persa. Para escrever O Zahir, Paulo Coelho instalou-se por uma temporada no Casaquistão, país onde a obra se desenvolve.
No fim de 2006 o autor lançou A Bruxa de Portobello, que figura na lista dos mais vendidos no Brasil desde então. A história é construída apenas por depoimentos das personagens fictícias a respeito da protagonista da história, respeitando a parcialidade de cada uma.
Paulo Coelho escreve seus livros em um apartamento na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, e possui uma casa para retiro na França, na região dos Pireneus.
Em 2007, Paulo Coelho fez uma partipação na novela Eterna Magia, representando Mago Simon, representação humana do grande Dagda, deus supremo da mitologia celta.
Em 2008, lançou o livro O vencedor está só, que fala sobre uma série de assassinatos no Festival de Cinema de Cannes, nesse livro, Paulo faz uma forte critica social sobre como a elite se comporta e como somos manipulados por suas ações, esse é o primeiro livro em que Paulo sai do mundo da magia e da religiosidade e entra no mundo do suspense policial, o tema não agradou boa parte dos fãs, mas isso não fez com que o livro também não fosse um sucesso.
Em 2009, é lançado no Brasil, o filme Veronika Decides to Die, o primeiro filme baseado numa obra de Paulo Coelho, o filme recebeu fortes críticas negativas, afirmando que o roteiro se distancia demais do livro. Vale lembrar que Paulo Coelho nada teve a ver com a adaptação do livro para filme. Existe um projeto para transformar em filme o Best-Seller O Alquimista. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Em agosto de 2010 lançou o livro Aleph que desde então é o líder de vendas no país.
Feito por: Ana Carolina Campos
Postado por: Nayhara Carvalho
Princesa encantada
Tecnologia Verde
Um termo tem sido presença constante em tecnologia da informação, Green TI ou TI verde, como tem sido chamada, é muito mais amplo do que se pode imaginar.
A tecnologia da informação verde implica em uma série de ações e práticas que são revertidas em economia para as empresas, empresas do porte da IBM utilizam em seus negócios. Uma das principais vantagens da TI verde é a economia de recursos de energia, fator que se deve em grande parte às tecnologias de virtualização e desenvolvimento de máquinas, cada vez menos dependentes e consumidoras de energia. Com pressões financeiras cada vez maiores, as organizações devem fazer "mais com menos", o que ocorre principalmente com a TI Verde. Só com a virtualização já é possível aplicar os princípios da TI verde, uma vez que a tecnologia permite o uso maximizado de uma menor quantidade de equipamentos. Uma dos benefícios que se obtém adotando os princípios da TI verde é a capacidade de gerenciamento e mobilidade ajudando a simplificar os ambientes de armazenamento de dados, e incluem consolidação, planejamento, implementação e teste de servidores. Melhorar a eficiência de energia do centro de dados atual através da otimização do sistema elétrico. Melhorando sua infra-estrutura de TI para relacionar melhor a estratégia de TI com os objetivos comerciais. Mesmo com todos dedicando mais atenção ao tema ainda é preciso um esforço maior para que se chegue a um cenário favorável. Não basta pensar somente em equipamentos, mas sim em toda a gestão dos departamentos de tecnologia.
Fonte: http://www.zero-c.com.br/
Um termo tem sido presença constante em tecnologia da informação, Green TI ou TI verde, como tem sido chamada, é muito mais amplo do que se pode imaginar.
A tecnologia da informação verde implica em uma série de ações e práticas que são revertidas em economia para as empresas, empresas do porte da IBM utilizam em seus negócios. Uma das principais vantagens da TI verde é a economia de recursos de energia, fator que se deve em grande parte às tecnologias de virtualização e desenvolvimento de máquinas, cada vez menos dependentes e consumidoras de energia. Com pressões financeiras cada vez maiores, as organizações devem fazer "mais com menos", o que ocorre principalmente com a TI Verde. Só com a virtualização já é possível aplicar os princípios da TI verde, uma vez que a tecnologia permite o uso maximizado de uma menor quantidade de equipamentos. Uma dos benefícios que se obtém adotando os princípios da TI verde é a capacidade de gerenciamento e mobilidade ajudando a simplificar os ambientes de armazenamento de dados, e incluem consolidação, planejamento, implementação e teste de servidores. Melhorar a eficiência de energia do centro de dados atual através da otimização do sistema elétrico. Melhorando sua infra-estrutura de TI para relacionar melhor a estratégia de TI com os objetivos comerciais. Mesmo com todos dedicando mais atenção ao tema ainda é preciso um esforço maior para que se chegue a um cenário favorável. Não basta pensar somente em equipamentos, mas sim em toda a gestão dos departamentos de tecnologia.
Fonte: http://www.zero-c.com.br/
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Nutricionista lista os dez piores alimentos para o corpo humano.
10º lugar: Sorvete. Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.
9º lugar: Salgadinho de milho. De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios
8º lugar: Pizza. A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue
7 º lugar: Batatas fritas. Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e recentemente pesquisadores estão descobrindo que este tipo de inflamação é fator determinante em muitas doenças: males que afetam o coração, câncer e artrite.
6 lugar: Salgadinhos de batata. Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena
5º lugar: Bacon. Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão
4º lugar: Cachorro-quente. Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal
3º lugar: Donuts (rosquinhas). Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada
2º lugar: Refrigerante. Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas
1º lugar: Refrigerante Diet. “É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
10º lugar: Sorvete. Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.
9º lugar: Salgadinho de milho. De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios
8º lugar: Pizza. A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue
7 º lugar: Batatas fritas. Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e recentemente pesquisadores estão descobrindo que este tipo de inflamação é fator determinante em muitas doenças: males que afetam o coração, câncer e artrite.
6 lugar: Salgadinhos de batata. Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena
5º lugar: Bacon. Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão
4º lugar: Cachorro-quente. Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal
3º lugar: Donuts (rosquinhas). Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada
2º lugar: Refrigerante. Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas
1º lugar: Refrigerante Diet. “É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
Feito por: Ana Carolina Campos
Postado por: Nayhara Carvalho
O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto.
Por que O por que tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)
Por quê Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê? Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)
Porquê É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral. Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
MAPA MUNDI DIGITAL - IBGE - FANTASTICO
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Morta, dentro de um caixão de teca, assustadoramente bela num longo preto, a princesa Diana quase derrubou uma monarquia de mais de 1 000 anos. O ódio popular pela indiferença da família real em face da morte da adorada Diana era tamanho que seus filhos, William, o herdeiro que se casa na próxima sexta, e Harry, foram estrategicamente colocados ao lado do pai no cortejo fúnebre porque o governo da época temia que o príncipe Charles fosse atacado pela peble. Viva, e com certeza esplendorosa no vestido de noiva que se transformará no ato mais copiado do mundo, outra jovem mulher que pelo casamento se tornará princesa, Kate Middleton, entrará na gótica e milenar Abadia de Westminster carregando sobre os ombros a missão de dar uma boa sobrevida à monarquia britânica. Se William e Kate tiverem um casamento estável, com filhos que perpetuem a linhagem e sem os constrangedores bafafás que cercaram a malfadada união dos pais deles, o arcaico sistema monarquista poderá avançar pelo século XXI afora.
No dia do casamento Kate estará preparada para a cerimônia solene, para os sorrisos intermináveis, para a reverência diante da rainha na Igreja, para os acenos protocolares (o braço se mexe na altura do cotovelo; nunca do punho), para um dia inteiro de festividades e, finalmente, para beijar o noivo em público pela primeira vez. Acima de tudo, Catherine Elizabeth Middleton, a menina com nome de rainha, estará estreando oficialmente o papel de princesa. Ninguém acorda de um dia para o outro pronta para virar a mulher do futuro rei da Inglaterra. Por isso mesmo, desde que o noivado foi oficializado, em outubro, a rainha Elizabeth II começou a tomar providências, suave mas firmemente, como compete a uma avó e rainha.
Nos quase oito anos de namoro, o príncipe William mostrou ao país, a avó e a si mesmo que Kate é a mulher certa para ele. Sem que tenha sido pronunciada uma palavra a respeito, Kate foi submetida a vários testes. Por trás de tudo o fantasma de Diana- uma garota emocionalmente despreparada, empurrada para um desinteressado noivo. No escaneamento feito por Elizabeth das qualidades de Kate, as que mais contaram foram a discrição e a compostura. Kate nunca foi vista saindo bêbada de uma boate e nunca deu entrevista falando sobre o namoro ou qualquer assunto- nem quando terminaram em um breve período em 2007.
William e Kate moram na protegida ilha de Anglesey, no País de Gales, onde o príncipe está lotado como piloto de resgate da Força Aérea Britânica. Fazem compras junto no mercadinho local e têm faxineira apenas uma vez por semana. “Eles prezam muito a privacidade e William faz questão de ressaltar que quanto menos funcionários tiver à sua volta, melhor”, diz Katie Nicholl, autora do livro The Making of a Royal Romance.
Kate também tem dez anos a mais que a jovem e bobinha Diana, de 19 anos, à época do noivado com Charles. Até a família de classe média – assim são classificados os Middleton no sistema inglês de castas, embora sejam multimilionários- conta a favor dela. A família parece unida por laços de apoio e confiança.
E inevitável a comparação com Lady Di, mas nada parecido, com as cinco tentativas de “suicídio” tentadas por Diana se desenham no horizonte de Kate. Mas evidentemente muito em sua vida vai mudar, mesmo durante os três anos de privacidade relativa que ela e William terão na sua distante ilha, enquanto, ele termina a atual etapa da Carrera militar. “Ela vai ver os pais e os irmãos menos do que costumava, e não vai passar o Natal com eles”, explica Claudia Joseph- o Natal em Sandringham é um dos compromissos obrigatórios da família real.
Atualmente, Kate tem de se preocupar em ser bela, simpática, conformada com o assédio e esforçada em não ofuscar o marido, essa a tarefa mais difícil. O time das poderosas mulheres de Windsor está ganhando mais uma integrante.
Conclui-se que o encanto milenar da monarquia ganha o glamour de uma princesa bonita e cheia de roupas para serem olhadas e comentadas por mulheres do mundo inteiro. Isso se os anarquistas não estragarem a festa...
Feito por: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Postado por: Nayhara Carvalho
A questão homossexual no Brasil
Origem e significado
O termo é um neologismo criado pelo psicólogo George Weinberg, em 1971, numa obra impressa, combinando a palavra grega phobos("fobia"), com o prefixo homo-, como remissão à palavra "homossexual".
Phobos (grego) é medo em geral. Fobia seria assim um medo irracional (instintivo) de algo. Porém, "fobia" neste termo é empregado, não só como medo geral (irracional ou não), mas também como aversão ou repulsa em geral, qualquer que seja o motivo.
Etimologicamente, o termo mais aceitável para a idéia expressa seria "Homofilofóbico", que é medo de quem gosta do igual.
Oposição ao termo
Alguns estudiosos da língua argumentam que o termo aponta de forma errónea para um motivo específico, fobia (medo irracional), tendo sido o seu sentido modificado para se referir a discriminação da homossexualidade, o que pode não ser o caso. No entanto numa situação similar a palavra xenofobia passou a ser utilizada coloquialmente para qualquer preconceito contra estrangeiros, extravasando assim o seu significado original.
Algumas pessoas preferem classificar o comportamento homofóbico apenas como o "repúdio da sociedade em relação a pessoas que se auto-excluem" ou "desajustamento social por busca do prazer individual" justificando assim a exclusão social das pessoas homossexuais pelo fato de serem diferentes da suposta norma. Outras não consideram homofobia o repúdio à relação homoerótica, alegando que a relaçãoheteroerótica também pode causar repulsa aos homossexuais, justificando a sua discriminação pela discriminação da outra "classe". Há ainda o repúdio por motivos religiosos aos atos homossexuais mas não necessariamente se manifestando de forma directa contra as pessoas homossexuais.Entretanto, ativistas e defensores das causas LGBT em geral indicam que atitudes similares foram utilizadas no passado para justificar a xenofobia, o racismo e a escravidão.
Outras pessoas criticam o uso e abuso correntes do termo "homofobia", sugerindo que tal palavra poderia ser utilizada de maneira pejorativa e acusatória para designar qualquer discordância ou oposição à homossexualidade, ou, mais especificamente, a alguns pontos defendidos pelos movimentos LGBT. Muitos destes críticos fundamentam sua oposição em argumentos religiosos cristãos, considerando que a heterossexualidade seria unica forma de sexualidade abençoada por Deus.
Motivos para homofobia
Alguns estudiosos e indivíduos comuns atribuem a origem da homofobia às mesmas motivações que fundamentam o racismo e qualquer outro preconceito. Nomeadamente, uma oposição instintiva a tudo o que não corresponde à maioria com que o indivíduo se identifica e a normas implícitas e estabelecidas por essa mesma maioria, nomeadamente a necessidade de reafirmação dos papéis tradicionais de género, considerando o indivíduo homossexual alguém que falha no desempenho do papel que lhe corresponde segundo o seu género.
Algumas pessoas consideram que a homofobia é efetivamente uma forma de xenofobia na sua definição mais estrita: medo a tudo o que seja considerado estranho. Esta generalização é criticada porque o medo irracional pelo diferente não é, aparentemente, a única causa para a oposição à homossexualidade, já que esta atitude pode também provir de ensinamentos (religião, formas de governo, etc.), preconceito,informação ou ideologia (como em comunidades machistas), por exemplo.
Manifestações homofóbicas
O insulto homofóbico pode ir do bullying, difamação, injúrias verbais ou gestos e mímicas obscenos mais óbvios até formas mais subtis e disfarçadas, como a falta de cordialidade e a antipatia no convívio social, a insinuação, a ironia ou o sarcasmo, casos em que a vítima tem dificuldade em provar objetivamente que a sua honra ou dignidade foram violentadas.
Pense para meditar.............
Poemas referentes a homofobia
Homofobia
Brasileiros, por que tanta discriminação,
Para essa minoria em ascensão?
Pertencemos à mesma gleba,
A vida trás, a morte leva...
É insano privar o ser humano de ser feliz!
Todos têm direito ao seu espaço,
Neste ou naquele compasso...
O respeito às diferenças é sensato
E quem pode julgar qualquer ato?
Quem é melhor, aquele que
Vive em paz sua opção sexual
Ou o furto abissal
Da corja marginal?
Paradoxo preconceitual...
Somos feitos da mesma matéria,
Temos alma e coração
Por que então a divisão?
O que rege a vida são os valores,
Tingidos em múltiplas cores!
Para essa minoria em ascensão?
Pertencemos à mesma gleba,
A vida trás, a morte leva...
É insano privar o ser humano de ser feliz!
Todos têm direito ao seu espaço,
Neste ou naquele compasso...
O respeito às diferenças é sensato
E quem pode julgar qualquer ato?
Quem é melhor, aquele que
Vive em paz sua opção sexual
Ou o furto abissal
Da corja marginal?
Paradoxo preconceitual...
Somos feitos da mesma matéria,
Temos alma e coração
Por que então a divisão?
O que rege a vida são os valores,
Tingidos em múltiplas cores!
E a nossa força, é nossa união.
Feito por: Ana Carolina
Postado por: Nayhara Carvalho
Dia do índio: a luta pela sobrevivência
No dia 19 de abril é comemorado o dia do índio no Brasil. A data foi criada pelo presidente Getúlio Vargas em 1943.
Origem do Dia do Índio
O dia 19 de abril é lembrado como dia do Índio, devido a um acontecimento ocorrido em 1949 no México, no qual diversas lideranças indígenas resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano.
Preocupados que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos “homens brancos” no congressos os indígenas não compareceram nos primeiros dias do evento. Durante o evento foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, que tem como objetivo principal cuidar dos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.
Comemoração dia do Índio
No dia 19 de abril ocorrem em vários locais diversas atividades relacionadas a cultura indígena. Normalmente as escolas instruem os alunos a fazerem pesquisas ou recreações sobre o povo indígena.
Em 1.500 época em que os portugueses chegaram ao Brasil estimava-se que existiam cerca de 6 milhões de índios. De lá pra cá, com a matança, escravismo e catequização forçada, tivemos uma diminuição absurda da população indígena no Brasil.
Poemas relacionados com a questão indígena
Lamento
Ah! Meu amigo e meu irmão,
Quanta tristeza e desolação...
Todos os dias, tenho que assistir,
A sua lenta destruição!
Quanta tristeza e desolação...
Todos os dias, tenho que assistir,
A sua lenta destruição!
Meu amigo e meu irmão,
As pessoas não aprenderam,
A respeitar os seus direitos...
E nem a te ver,
Com o coração!
As pessoas não aprenderam,
A respeitar os seus direitos...
E nem a te ver,
Com o coração!
Quantas lágrimas e quanto sangue;
Por um pedaço deste chão!
Quando será, meu Deus;
Que esses valentes;
Não mais tombarão, pelas mãos da injustiça,
da ganância e da corrupção?
Por um pedaço deste chão!
Quando será, meu Deus;
Que esses valentes;
Não mais tombarão, pelas mãos da injustiça,
da ganância e da corrupção?
Dia do Índio!...
O que comemorar?
A destruição de tuas matas;
A extinção de tua fauna;
De tua raça;
Ou de um sonho, que virou fumaça?
O que comemorar?
A destruição de tuas matas;
A extinção de tua fauna;
De tua raça;
Ou de um sonho, que virou fumaça?
Indomável
Sou descendente de nativos,
A selva minha identidade,
Viver da caça e pesca,
Da coleta e na liberdade.
Destruíram este conjunto,
Tudo é privado, propriedade
Escravos da “civilização”,
“Progresso”, “confinamento”, cidade.
A selva minha identidade,
Viver da caça e pesca,
Da coleta e na liberdade.
Destruíram este conjunto,
Tudo é privado, propriedade
Escravos da “civilização”,
“Progresso”, “confinamento”, cidade.
Sonho com este paraíso,
O sabor puro da terra,
Aqui o sol queima na laje,
Poluição e motores que aceleram.
Impregnado na mata infinita,
Barulho do arco, lançar a flecha.
Muitas portas e janelas,
Aqui batem e se fecham.
O sabor puro da terra,
Aqui o sol queima na laje,
Poluição e motores que aceleram.
Impregnado na mata infinita,
Barulho do arco, lançar a flecha.
Muitas portas e janelas,
Aqui batem e se fecham.
Íntegros do eco sistema,
Harmonia com fauna e flora.
Viver nas ruas e calçadas,
E pra comer pedir esmola.
Vivendo entre a loucura,
Nada conheço deste mundo.
Nos exploram com outra cultura,
E para o mercado somos vagabundos.
Harmonia com fauna e flora.
Viver nas ruas e calçadas,
E pra comer pedir esmola.
Vivendo entre a loucura,
Nada conheço deste mundo.
Nos exploram com outra cultura,
E para o mercado somos vagabundos.
Postado por: Nayhara Carvalho
Feito por: Vitor Santos
Pense para meditar.........
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio,semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre.
Postado: Nayhara Carvalho
Feito por: Ana Carolina Campos
Artigo referente a Aula de Campo de Vassouras
Fazendas de Café em Vassouras
No início do século XIX, com o esgotamento das minas de ouro em Minas Gerais, os caminhos que o ouro deixou permitiram que uma nova riqueza , o café, cobrisse as terras praticamente virgens situadas no Vale do Paraíba, entre a serra do mar e as Minas Gerais. Com apoio dos governos imperiais novas estradas logo surgiram. O café no século XIX iria movimentar o interior fluminense e tornar comum, até a chegada das estradas de ferro, a prtesença das tropas de mulas em qualquer caminho.
Ou seja, em uma comparação grosseira Vassouras era um dos lugares mais badalados na época da exploração do açucar.
A aula de campo:
Os alunos do colégio Excelência que foram a aula de campo foram dividos em quatro ônibus com seus respectivos professores,estudantes e pais.A viagem durou cerca de duas horas,a primeira parte da viagem foi direcionada a fazenda Ponte Alta para os alunos se aprofundaram mais no mundo do Brasil colonial. Chegando lá os estudantes foram dividos em grupos para conhecer as diversas partes da fazenda canavieira: em áreas como a cenzala e o engenho, e foram recebidos por um grupo de atores que apresentaram curiosidades sobre a fazenda. Os alunos foram recebidos com um lanche e depois um almoço.
Depois de passado o almoço, os estudantes assistiram a um sarau realizado pelos atores: com uma mistura de teatro, história,dança e música. Passado essa parte do passeio, os alunos retornaram aos ônibus sem maiores transtornos e se encaminharam para Vassouras .
Lá visitamos o centro da cidade e conhecemos a sua história e qual foi a sua importância na época e o que representa atualmente. Depois passamos pela Igreja e pelo cemitério da cidade. Concluimos o passeio com a visita a uma casa de artesanato local e assim se encerrou a aula de campo de Vassouras.
Esperamos pela próxima!!!!!!!!!!!!
Colunista: Vitor Santos
Postado por: Nayhara Carvalho
Há um ditado que diz que uma imagem vale mais de mil palavras. Sim. Às vezes isso acontece. Mas, diante do que ocorre atualmente, em um mundo que está cada vez mais globalizado e capitalista, e que as pessoas estão preocupadas somente no lucro e não com o próximo, a valorização de atitudes de solidariedade devem ser exaltadas.
Por esse motivo o Blog Excelência: 1º diz exibira em sua página virtual fábulas que demonstram com extadidão o caminho para o mundo melhor.
A FÁBULA:
Era uma vez uma floresta encantada, onde todos os animais viviam em paz. Ao amnhecer de um certo dia, todos os animais começaram a correr, fugindo de um grande incêndio.
Eis que, naquele momento uma cena muito estranha acontecia. Um beija-flor voava da cachoeira ao fogo, levando gotas d’água em seu pequeno bico, tentando amenizar o grandio incêndio.
O elefante, admirado com tamanha coragem,chega e pergunta ao beija-flor:
-Seu beija-flor, o senhor está ficando louco? Não está vendo que não vai conseguir apagar esse incêndio com gotinhas d’água? Fuja enquanto é tempo!
E o beija-flor responde:
- Sei que apagar este incêndio não é problema só meu. Eu apenas estou fazendo a minha parte! Esta floresta é meu lar, e não se abandona um lar antes de lutar para salvá-lo!”
Colunista: Ana Carolina Brigido
Postado por: Nayhara Carvalho

