14/04/2011

Reinvenção da escola Municipal Tasso da Silveira‏

Rio- A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, esteve neste domingo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, onde 12 crianças foram mortas na última quinta-feira. No local, a secretária anunciou que as aulas voltarão na segunda-feira, dia 18. Nesse dia serão realizadas oficinas envolvendo pais, alunos e professores para o que ela chamou de "a reinvenção da escola". As salas também ganharão nova pintura.
Entre terça-feira e sexta-feira desta semana, representantes da secretaria vão se reunir com professores no colégio para dar orientação sobre a volta às aulas.
Mais um dia de homenagens às vítimas
No segundo dia de abraço à escola municipal Tasso da Silveira, ex-alunos e funcionários do colégio fizeram orações e cantaram a música "A paz pela paz", seguidos de discursos de professores, alunos do primeiro grupo de formandos da escola e do diretor, Luis Marduk.
- Esse momento é de extrema dor, mas o amor é maior. Esta não é a escola do medo e sim da esperança. Convoco todas as crianças a continuar estudando na Tasso da Silveira e me comprometo a devolver o orgulho dos alunos de estudarem aqui - disse Marduk.
Após o discurso, todos os presentes deram as mãos num abraço simbólico em frente à escola. Na quinta-feira passada, 12 crianças foram mortas a tiros no local pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, que cometeu suicídio após o ataque.

Em Copacabana, na zona Sul da cidade, 12 bandeiras manchadas de vermelho foram hasteadas na praia, na altura da Avenida Princesa Isabel, simbolizando a dor pela perda das vítimas do massacre de Realengo. A ação do movimento Rio de Paz teve ainda voluntários segurando cartazes com os nomes das vítimas e uma dramatização no final do protesto.
- É a nossa forma de dizer aos pais desses brasileirinhos que nós partilhamos da dor deles e somos solidários - afirmou o líder do movimento, Antônio Carlos da Costa, acrescentando que o ato era também "para chamar a atenção para o tráfico de armas e munição."
- Esse massacre levantou a questão: como um homem perverso conseguiu tão facilmente comprar armas para destruir essas vidas inocentes? Para viver numa cidade pacificada, precisamos destruir essas armas - destacou Costa
Postado por Aline Teixeira

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